deixa-me-feliz#12

. confiarem em mim e no meu trabalho
. ter colegas fantásticos que são mais que colegas
. os dias de sol
. ter dois dias de descanso
. quando vens falar comigo
. divertir-me à grande

estória§170

Ainda continuas presente. Creio que é isso.


Por uns tempos parecia que estavas longe. Apesar de ires dando o ar da tua graça, parecia que nada era mais do que amizade. Afinal, esses ares da tua graça foram alimentando de novo as coisas que pareciam ter desaparecido. Afinal, essas coisas estavam adormecidas. Voltaste a acordar-me. E agora? E agora o que faço com isso? 

estória§169

Ela reparou que a vida dela está diferente. A vida está crescida! Coisas novas surgiram. Outras se desvaneceram. Uma promoção ali. Um novo hobby acolá. No meio disto novas responsabilidades. Amizades que se foram fortalecendo. Outras que estremeceram. E outras ainda que ficam mais gastas. Novos hábitos que tentam ganhar lugar. Tudo resumido numa palavra: crescimento. Sem dúvida que houve um grande crescimento na vida dela. Feliz? Realizada? Sim, ela pode dizer que sim que está. De um modo geral. Mas quando ela pensa nessa questão nota que há sempre algo que falta. Há um sempre calcanhar de Aquiles na vida de todos. E nada é perfeito. Será que ela algum dia terá aquilo que mais anseia? Veremos o que o tempo traz. Às vezes é tudo uma questão de tempo. E quando menos esperamos as coisas acontecem. Essa é a esperança dela.


A vida dela cresceu tanto em um ano. Um orgulho. 

estória§168

Há que seguir. Há que ter a coragem de seguir. Ir sobretudo em frente.


[Help me.]

estória§167

Quero falar contigo. Quero falar mais contigo. Ou melhor, quero que tu fales mais comigo. E depois quero estar contigo. Quero que me convides para algo. Um café. Um passeio. Um cinema. Algo. Tanto faz. Desde que vá estar contigo. É capaz de tudo isto ser um erro. Não existem segundas oportunidades. Existem? Gostava que me provassem isso. Que me provasses isso. Mas provavelmente isto é tudo um erro. É. Não se devia de remexer em coisas do passado. Se já foram deixadas pelo caminho, é suposto não fazerem parte do nosso presente. Mas fui-te buscar sem dar conta. Só para ver como estavas. E depois fui deixando ficar-te. E agora ou deixo-te novamente pelo caminho ou continuo a deixar-te ficar. Mas isto de te deixar ficar, faz-me andar ansiosa. Sempre à espera que algo [que não vai acontecer] aconteça. E espero. E volto a esperar. E nada. E sempre que falamos nada mais é do que isso mesmo. Falar. Conversas curtas. Muitas delas nem um fim decente têm. Ficam pelo caminho simplesmente. Será isso algum sinal? Não sei. Ou não quero saber. Independentemente disso fico feliz. Se bem que depois ansiosa e frustrada. Outras vezes, acabo mesmo zangada e chateada. Sem que tu saibas disso. Mas feliz. Feliz de cada vez que respondes. E quero mais. Com o passar do tempo, vou querendo cada vez mais. Apesar de não ter, de não conseguir isso. E depois só me passa uma coisa pela cabeça: dizer-te isso mesmo. Dizer-te que [te] quero mais. Dizer e ficar à espera para ver o que dizes. Se falas. Ou se foges. Não fujas.

E isto é o que tu me dizes. Sem teres coragem de o dizeres a quem queres de verdade.

estória§166

Somos mais felizes quando não sabemos. A ignorância, por vezes, pode ser a felicidade. A serenidade. A paz. Quem não sabe de algo, quem não sabe como pode ser algo, quem não sabe o que se sente quando algo acontece… Quem não sabe isso vive em paz. Há situações assim. Há situações que nos deixam com medo. Atormentados. Com nervos. Sobressaltados. Com o coração apertado. Deixamos de ter paz. Ao princípio é a toda a hora. À medida que o tempo passa, só sentimos isso em situações parecidas. Depois, depois de algum tempo, aprendemos a recalcar esse medo. E este só reaparece em alguma situação extrema. Mas nunca seremos os mesmos depois de passar por essas situações. Deixam marca. E eramos mais felizes quando não sabíamos o que isso era. Quando isso eram apenas palavras, hipóteses, estávamos em sossego. Não tínhamos sentido na pele tal coisa e não tínhamos em memória o medo, o sobressalto, o tormento. Sim. Por vezes, é-se mais feliz na ignorância.

estória§165

Existem momentos para tudo. De trabalho. De lazer. De amar. De cair. De chorar. De sarar feridas. De levantar e erguer a cabeça. De amizade. De zangas. De conhecer e descobrir. De confiar. De aceitar. De retribuir. De dar. E tantos outros momentos. Cada coisa tem o seu momento para existir e se transformar em algo mais ou algo menos. Porque é assim em tudo na vida. É assim que o Ser Humano experiencia as coisas. E, quer este queira ou não, as coisas tornam-se a repetir de alguma forma. Tornam a existir momentos de tudo outra vez. A vida é feita disso. Momentos bons e menos bons. Dos que ele mais se deseja. E daqueles que o destino acha que ele precisa. No fim, é sempre uma incógnita do que virá de novo. Do que estará a caminho de cada um. Bom? Mau? Quem saberá? Mas um dia, o Ser Humano olha para trás e percebe, ou tenta perceber, a razão de ter acontecido determinado momento na sua vida. Faz tudo parte de cada um. Ele é uma coletânea de momentos que abrangem uma escala imensa de sentimentos, pensamentos, emoções, visões, sons, cheiros e sabores. Tudo isto dado ao acaso. Ou então com toda a lógica e precisão dentro do acaso que parece ser. O que ele pode pedir? Que a sorte esteja do seu lado e acreditar que virão sempre dias melhores. Porque acreditar é tudo.