estória§152

[Apertas-me o coração.] Quando nos lembramos de algo bom que já lá vai há um tempo atrás. Sabem como é a sensação? É mesmo essa. Relembrarmos um brinquedo de que gostávamos, um peluche que era o mais querido de todos mesmo que fosse já velho. Mas um dia deixamos de ter isso, sem percebermos como isso aconteceu por mais voltas que damos à cabeça não é clara a altura em que isso desapareceu da nossa vida. E fica a tal lembrança. Que simultaneamente nos faz sorrir e nos frustra por já não o termos. E dá o tal aperto no coração.


[Tu és assim em mim. Serás sempre, tenho essa sensação agora. Infelizmente.]

estória§151


Sinto que nunca vou ter isso. Não vou conseguir apanhar esse balão. Está demasiado alto para mim. Eu bem me estico. Meto-me em pontas dos pés. Estico um braço o mais alto que posso. Mas não é suficiente. Nunca é. Existe sempre alguém que é mais alto. Também não é difícil. Mas há sempre outro alguém que agarra esse balão por mim.

Porque é que os balões não voam baixinho? 

estória§150


Há um ponto de viragem. Há sempre pontos de viragem ao longo da caminhada. Por isso, tem que haver um ponto de viragem. E se não for hoje, tem que ser muito em breve. É necessário. Somente é necessário isso. Um (grande) ponto de viragem. Uma nova atitude. Uma nova postura. Novos pensamentos. Novas ocupações. E deixar de lado as preocupações. Não se pode fazer nada com elas. Elas só nos moem a cabeça e nos atormentam. E, claro, impedem o tão necessário ponto de viragem. Por isso, mãos à obra, como se costuma dizer.


[Não te esqueças deste novo pensamento. Deste optimismo todo e força de vontade em virares tudo. Não te esqueças.]

deixa-me-feliz#7


. poder fazer mesmo aquilo para que estudei
. andar com a cabeça ocupada (não metendo o coração à mistura)

deixa-me-feliz#6


. eles ficarem felizes por nós não estarmos chateados com eles
. estar no jardim a apanhar sol com os pezinhos ao léu e em boa companhia
. ver a autêntica felicidade da L. por ir ao parque

estória§149


2013, querido 2013... as coisas não são bem o que acordei contigo. Coisas novas aconteceram. Pessoas novas entraram porta adentro. E foram boas até agora. É certo. Mas... Também já aconteceram coisas menos boas, e isso marca tanto. Focamo-nos tanto nessas coisas. E coisas menos boas atraem coisas menos boas. É um ciclo e é necessária uma força, por demais, para virar isto ao contrário. [Pelo menos para mim.] Há que se focar nas coisas boas, sejam elas grandes ou pequenas, simples ou mais complexas. Tem-se mesmo. Ou melhor: obrigamo-nos a tal. Como uma nota de rodapé a passar no televisor (do cérebro) a relembrar constantemente o telespectador de algo importante e a não perder. Precisa-se disso. Precisa-se de bastantes coisas desse género para seguir com a vida. De suporte. De pequenas coisas que façam a diferença. De bastantes coisas que nos deixem feliz. Todos os dias. Todos precisamos, certo?

2013, não te esqueças de mim. Please, be good [very good] to me.
[Ainda vais a tempo.]

deixa-me-feliz#5


. estar na galhofada e na paródia com novas pessoas
. sentir que faço falta e que precisam de mim
. sentir o primeiro calorzinho do ano
. quando a L. e a A.L. me pedem para fazer tranças e apanhados
. ver o R. entusiasmado com alguma atividade e vir, por decisão apenas dele, participar
. quando a mãe me deixa recados a dizer do jantar e que está tudo prontinho à minha espera
. comer crepe com chocolate e morangos